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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Mackenzie Rio: Redução de preços pode beneficiar empresas na pandemia


A pandemia da covid-19 e as medidas de isolamento social trouxeram uma série de impactos para o consumo de produtos e serviços no Brasil, alterando preços e resultados de companhias. No entanto, para a professora de Contabilidade de Custos e Contabilidade Gerencial da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Gabriela Barreto, embora a pandemia tenha trazido desafios para uma série de setores da economia, a redução de preços pode promover impactos positivos para o consumo no país.

O único cuidado necessário quando uma empresa resolve adotar uma estratégia de diminuição de preços é assegurar que a redução ainda cobrirá os custos do produto ou serviço. Havendo uma sobra entre preço e custos, é possível reduzir o valor do produto desde que se aumente ainda a quantidade de mercadoria vendida, analisa.

Segundo a professora, para conquistar bons resultados e vender mais, é necessário trabalhar para aumentar o campo de atuação de venda da empresa o que, em geral, provoca mais gastos em quesitos como propaganda.

Neste caso, o que as empresas devem fazer é adotar programas de otimização de uso de recursos, começando com os desperdícios invisíveis, mas perceptíveis. Fazendo isso, é possível reduzir uma parcela dos custos e diminuir os preços sem alterar tanto as margens. Já no que se refere à propaganda, é importante ressaltar que as mídias sociais têm sido um dos melhores meios de divulgação dos produtos e serviços para aumento no volume de vendas sem impactar em grandes aumentos de gastos, avalia.

Ainda segundo ela, saber formar um preço especial em situações atípicas é um fator de sucesso para os negócios em tempos de crise, como é o caso da pandemia causada pela covid-19.

Assim, ao formar um preço que reflita um cenário ou uma situação atípica, os empresários devem imputar a cultura do pensamento prospectivo, pensando à frente e entendendo que às vezes é preciso perder agora para ganhar depois. Oferecer produtos e serviços a preços reduzidos nestas condições pode garantir vendas em outras ocasiões e promover a fidelização do cliente no futuro se oferecermos diferenciais que agreguem valor ao produto ou serviço, conclui a professora.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Semestre termina com queda de 13,2% no faturamento das micro e pequenas empresas


Foi a maior taxa de recuo para um primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano anterior desde 2002; otimismo cresce entre empresários

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas chegaram ao fim do primeiro semestre de 2016 com redução de 13,2% no faturamento acumulado no período em comparação com os primeiros seis meses de 2015, já descontada a inflação. Foi a maior taxa de queda para um primeiro semestre em relação a igual intervalo do ano anterior desde 2002, quando as MPEs registraram recuo de 17,9% ante os seis meses iniciais de 2001. A receita total das MPEs no período foi de R$ 275,3 bilhões, apenas ligeiramente maior do que a registrada no primeiro semestre de 2009, ano da crise financeira internacional. As informações fazem parte da pesquisa mensal Indicadores Sebrae-SP.

Os números são reflexo do fraco desempenho da economia brasileira. O crescimento do desemprego, a diminuição do rendimento real dos trabalhadores e a confiança em níveis históricos baixos - mesmo com a elevação observada ultimamente – reduziram o consumo e, consequentemente, os ganhos das MPEs.

Todos os setores apresentaram redução de receita superior a dois dígitos no primeiro semestre: a indústria teve queda no faturamento de 15,3%; os serviços, de 14,7% e o comércio, de 11,2%.

“Os resultados da receita dos pequenos negócios mostram que ainda falta muito para a economia voltar aos patamares de anos atrás, antes da recessão. Se os resultados seguem preocupantes, temos indícios de que a crise já pode ter batido no fundo do poço e agora estamos mais perto de pegar de volta o caminho do crescimento. Prova disso é que o faturamento dos Microempreendedores Individuais, categoria que tem abrigado muitos trabalhadores que perderam seus empregos, já diminuiu o ritmo de queda e o otimismo moderado voltou a fazer parte das conversas do dono da padaria, do restaurante, da oficina mecânica, do salão, da pequena indústria”, diz o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf.

Por regiões, a queda também foi generalizada. No confronto do primeiro semestre deste ano com o acumulado de janeiro a junho de 2015, o faturamento das MPEs da Região Metropolitana de São Paulo sofreu a maior baixa, de 15,3%. O município de São Paulo observou retração de 14,6% e no Grande ABC o recuo ficou em 14,5%. No interior do Estado a diminuição no indicador atingiu 10,9%, relativamente menos acentuada que nas outras regiões. Possivelmente o melhor desempenho de algumas culturas agrícolas relevantes, contribuiu para uma maior circulação de renda nesta região.

Considerado apenas o resultado de junho, o faturamento das MPEs paulistas caiu 11,4% ante igual mês de 2015. A indústria liderou a queda, -14%, seguida por serviços, -11%, e comércio, -10,8%.

“Os números mostram que o semestre foi ruim para as Micro e Pequenas Empresas de São Paulo. O mercado ainda enfraquecido retarda a retomada do consumo. Somente a partir da recuperação da economia é que os pequenos negócios vão conseguir se fortalecer”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Empregos e salários

De janeiro a junho de 2016, houve redução de 2,6% no pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) nas MPEs do Estado ante o primeiro semestre de 2015.

No mesmo período, a folha de salários encolheu 5,3% e o rendimento dos empregados ficou 0,2% menor, já descontada a inflação.

MEI


O primeiro semestre também foi ruim para os Microempreendedores Individuais (MEIs) paulistas. A categoria registrou queda de 20,8% no faturamento em relação ao acumulado nos primeiros seis meses de 2015. A receita total dos MEIs no período somou R$ 14,3 bilhões, o que significa R$ 3,8 bilhões a menos do que no acumulado de janeiro a junho do ano anterior.

Quem mais teve perdas foram os MEIs do comércio, cuja receita caiu 22,8%, seguidos pelos da indústria, com recuo de 22,5% no faturamento e pelos dos serviços, que viram seus ganhos diminuírem 18,2% no período.

Os MEIs da Região Metropolitana de São Paulo foram os que mais sofreram e tiveram perda de 23,9% no faturamento, na comparação do primeiro semestre de 2016 com o de 2015. Já os do interior viram seu resultado recuar 16,9% em igual comparação. Assim como as MPEs, o desempenho superior de culturas agrícolas importantes pode ter contribuído para movimentar a economia da região e minimizar o insucesso dos MEIs do interior.

Em junho de 2016, a receita dos MEIs retrocedeu 7,8% sobre junho de 2015 e caracterizou a 11ª queda seguida na comparação de um mês como o mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, os recuos têm ficado menos acentuados nos últimos meses.

Expectativa


Para os próximos seis meses, 58% dos donos de MPEs afirmaram, em julho de 2016, esperar estabilidade no faturamento, praticamente a mesma proporção dos que tinham essa expectativa em julho do ano passado, quando 57% deram essa resposta.

No que se refere à economia, aumentou significativamente o grupo dos que falam em melhora: agora são 29% ante 12% de um ano antes. Também diminuiu significativamente o porcentual de quem crê em piora: eram 44% em julho do ano passado e agora são 15%.

Em relação ao faturamento do negócio nos próximos seis meses, 48% dos MEIs acreditam em melhora, um aumento de seis pontos porcentuais em relação aos 42% que tinham essa opinião em julho de 2015.

Sobre a situação da economia brasileira, assim como os proprietários de MPEs, houve aumento de MEIs falando em melhora: agora são 39%, ante 25% de julho de 2015. Também caiu bastante o número dos que preveem piora, de 47% em julho de 2015 para 16% agora.

A pesquisa

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP foi realizada com apoio da Fundação Seade. Foram entrevistados 1,7 mil proprietários de MPEs e 1 mil MEIs do Estado de São Paulo durante o mês de referência. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os MEIs são definidos como os empreendedores registrados sob essa figura jurídica, conforme atividades permitidas pela Lei 128/2008. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo INPC-IBGE.

sábado, 4 de julho de 2015

Segunda oficina do mês de julho abordará o tema: Empreendedorismo

Na próxima quarta-feira, 8, às 9h, a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) realizará gratuitamente a oficina de orientação ao trabalho, por meio do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe). Essa será a segunda oficina do mês com o tema: Empreendedorismo.

Durante as oficinas, os participantes receberão dicas de como identificar suas qualificações profissionais, experiências e habilidades para melhor aproveitá-las, aumentando as chances de inserção no mercado de trabalho. O principal objetivo das oficinas é manter os candidatos atualizados em relação ao mercado de trabalho e suas exigências.

Os interessados em participar das oficinas devem ter no mínimo 16 anos de idade e comparecer a uma das unidades, mencionadas abaixo, com RG, CPF, carteira de trabalho e número do PIS.

Segue abaixo o endereço das unidades participantes:

CATe Itaquera - Rua Augusto Carlos Bauman, 851
CATe Itaim Paulista - Av. Marechal Tito, 3.012
CATe Jabaquara - Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 2.314
CATe Luz - Av. Prestes Maia, 913/919
CATe Penha - Rua Candapuí, 492
CATe Santana - Rua Voluntários da Pátria, 1.553
CATe São Mateus I - Av. Mateo Bei, 1.641
CATe São Miguel I - CAT São Miguel Paulista I - Av. do Imperador, 1.900
CATe Pirituba - Rua Dr. Felipe Pinel, 12
CATe Interlagos - Av. Interlagos, 6.122
CATe Perus - Rua Ylídio Figueiredo, 349
CATe Guaianazes – Estrada Itaquera - Guaianases,2565

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Tres passos para empresas e profissionais se diferenciarem no mercado

Por: Maurício Sampaio

Dois dos maiores problemas das grandes organizações - e também daquelas que desejam configurar entre as melhores - é a desmotivação profissional e a falta de qualificação. Muitas companhias correm o risco de não existir num futuro próximo se não encontrarem as pessoas certas.

Por outro lado, existe um grupo enorme de profissionais que desejam fazer parte do topo da pirâmide organizacional, ocupar cargos de diretoria e até presidência. Muitos não se acham competentes, apesar da vontade. Já outro grupo acredita que a empresa nunca lhe dará oportunidade de crescimento e passa a não mais enxergar uma luz no final do túnel, o que acarreta numa insegurança pessoal e profissional. É a chamada baixa autoestima.

Acontece que ambos os lados parecem correr em direção opostas. Ao menos é isso que transparece quando converso com profissionais na base da pirâmide e com altos executivos, que comandam as estratégias das companhias.

Hoje, são poucas as empresas que possuem política ou cultura de alinhamento de interesses, valores e propósitos. Até pouco tempo atrás, ao falar sobre isso com alguns grandes empresários, você seria olhado com desprezo. Muitos diriam, inclusive, que isso é papo furado de RH e psicólogos.

Agora, muitas organizações estão começando a pagar um preço muito alto por terem deixado de dar ouvidos a essas questões, principalmente quando falamos das novas gerações - mais especificamente a Y, que já ocupa boa parte do ambiente organizacional.

Mas a grande questão é: o que fazer para mudar esse cenário e construir um futuro de sucesso em conjunto?

Existem três pontos que são essenciais para que profissionais e empresas possam sobreviver por muito mais tempo e, de fato, aumentar seus resultados.

O primeiro ponto a ser analisado é a adequação vocacional. Será que você, profissional, conhece de fato seu talento e reconhece suas competências e limites? Será que você, líder, está alocando as pessoas certas nos lugares certos?

Uma grande parte dos profissionais não está ocupando o espaço que deseja dentro da empresa. Muitos aceitam essa condição por uma questão de necessidades básica, porém, já estão sofrendo consequências dessa decisão. As organizações também sofrem com isso, pois passam a ter em seu quadro funcionários desmotivados e improdutivos.

O segundo aspecto diz respeito ao planejamento de carreira - e isso é diferente do plano de carreira! Será que você, um profissional que deseja crescer e alcançar o topo da empresa, já planejou os seus passos para os próximos 3 ou 5 anos? Será que você, líder e responsável maior pelo crescimento da companhia, já dialogou com seus colaboradores para saber se sua empresa faz parte do plano de carreira ou da vida deles? Você já se perguntou se pode contribuir com isso?

E o terceiro ponto é a saúde emocional e física. É quase impossível para uma empresa e para seus colaboradores suportarem por muitos anos essa desconexão, com falta de visão e de alinhamento de valores e propósitos. A consequência disso pode ser vista no aumento do consumo de medicações para combater o stress, a depressão e outras doenças psicológicas que estão cada vez mais populares.

Para reverter essa situação, é preciso, antes de qualquer coisa, aceitar que ela existe. Como profissional que deseja crescer profissionalmente, você deve estar ciente que é também responsável pelo seu futuro. As partes devem entender que o sucesso é uma via de mão dupla, que é preciso muito diálogo e disponibilidade de todos.

Essa estratégia pode ser uma das mais baratas e rápidas de ser colocada em prática. É uma simples questão de disposição para escutar e ser escutado.

* Maurício Sampaio é coach de carreira, palestrante, escritor e fundador do InstitutoMS de Coaching de Carreira. Já publicou os livros “Escolha Certa”, “Influência Positiva - Pais & Filhos: construindo um futuro de sucesso” e “Coaching de Carreira”. www.mauriciosampaio.com.br e www.imscoachingdecarreira.com.br