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sexta-feira, 27 de maio de 2016
Festas juninas são destaques do Calendário Nacional de Eventos Turísticos
Crédito: divulgação/Embratur
Geraldo Gurgel
O São João é o festejo popular mais comemorado pelos brasileiros depois do Carnaval. As celebrações em homenagem à Santo Antônio, São Pedro e o próprio São João movimentam o calendário a partir de maio e tem seu ápice no mês de junho, encerrando em agosto. Do total de mil eventos cadastrados no Calendário Nacional de Eventos Turísticos, do Ministério do Turismo, 54 são dedicados à festa que combina religiosidade popular, comidas típicas, danças típicas e muita música regional, movimentando o turismo brasileiro.
O Nordeste é a região que concentra o maior número de festas e as maiores atrações do período. Entre os grandes eventos que abrangem praticamente todo o mês de junho – de 4 a 26 – estão as festas de Caruaru (PE), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN). Todas as capitais da região comemoram o São João com shows populares, além dos tradicionais arraiás, nos bairros, e os festivais de quadrilhas juninas. Confira lista das festas de São João do Brasil.
"O São João é uma manifestação cultural com um grande potencial turístico para atrair visitantes brasileiros e estrangeiros interessados em conhecer melhor as tradições das festas juninas. Para isso estamos trabalhando para fortalecer esses festejos como produtos turístico e prova disso é a inclusão deles no Calendário Nacional de Eventos", afirmou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.
Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) disputam o título de quem faz o maior e melhor São João do Mundo e atraem multidões ao longo do mês de junho. São shows e atrações que vão dos ícones da cultura local aos grandes nomes da música nacional. Ainda no Nordeste, os festejos de São de São Luis (MA) também se destacam pelo rufar dos tambores e diferentes sotaques da música local em uma celebração que mistura festa junina com Boi-Bumbá.
Em Mossoró (RN) o espetáculo Chuva de Bala no Pais de Mossoró dá um toque especial à festa. Ao longo da programação junina, a cidade libertária revive o dia 13 de junho de 1927 (dia de Santo Antônio), quando até as torres das igrejas serviram de trincheiras para enfrentar o bando de Lampião que experimentou na ocasião sua primeira derrota após a própria população ter resistido armada contra o bando do cangaceiro.
Nas demais regiões, as festas juninas adquirem características locais como o Forrozão Marajoara e Salvaterra na Roça (PA), Arraiá Caiçara (SP), Arraial Anaua e Macuxi (RR), ou ainda o São João do Cerrado (DF) e o Banho de São João de Corumbá (MS), que termina com a condução da imagem do santo até o Rio Paraguai.
CALENDÁRIO - Com o objetivo de ajudar a divulgar os principais eventos turísticos do Brasil, o Calendário Nacional de Eventos Turísticos servirá como uma importante fonte de informação para auxiliar o planejamento de viagens motivadas por eventos. O conteúdo, constituído integralmente de informações enviadas pelos parceiros, além das secretarias estaduais e municipais de Turismo, continua aberto para contribuições de eventos que acontecerão até o final do ano.
Além de fornecer informações de qualidade úteis ao turista no momento de planejar a viagem, a divulgação dos eventos ajuda a movimentar a economia local com a atração de visitantes. Devem ser cadastrados os eventos com notório conhecimento popular e geradores de fluxo de turistas. Os responsáveis pela inclusão no sistema deverão classificar os eventos por tipo e por categoria, além de observar critérios como relevância cultural e econômica.
Para ter o seu evento disponível no Calendário Nacional de Eventos é necessário preencher o formulário que está disponível na página do Ministério. Todo o conteúdo passará por aprovação e edição de equipe técnica antes de ser divulgado. Saiba mais sobre como preencher o formulário. Acesse o Manual de Preenchimento - Calendário de Eventos (Download - PDF).
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Brasil e Argentina: um só destino
Países vizinhos firmam acordo para promoção do turismo nos mercados internacionais de forma integrada
Ministro do Turismo do Brasil, Henrique Eduardo Alves em encontro com o colega argentino Gustavo Santos. Foto: Darse Júnior
Por Darse Júnior
"Imagina a força que têm juntos a Amazônia e a Patagônia, o samba e o tango, o peixe e a carne no ramo da gastronomia", propôs o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, ao colega da Argentina, Gustavo Santos. O encontro entre os dois ocorreu nesta quinta-feira (21), na Feira Internacional de Turismo (FITur), em Madri, uma das mais importantes do setor. Os dois ministros firmaram um acordo para promover de forma integrada os atrativos de seus países para os mercados internacionais, principalmente a China.
"Não somos concorrentes, somos complementares. Enquanto o Brasil tem sol e praia, a Argentina tem neve", argumentou Henrique Eduardo Alves. Gustavo Santos concordou e propôs que os dois países formalizassem um acordo com atribuições objetivas previstas para cada uma das partes. "Temos tudo para trabalhar de forma integrada e articulada", comentou Santos. O próximo encontro entre os dois ministros ficou marcado para o WTM Latin América, que acontecerá março, em São Paulo.
A Argentina é o principal emissor de turistas para o Brasil. Historicamente, o país vizinho responde por mais de 20% de todos os estrangeiros que desembarcam no país. Em 2014, dos 6,4 milhões de turistas internacionais que visitaram o Brasil, 1,74 milhão eram argentinos. Em 2015, os hermanos investiram US$ 60 milhões em promoção internacional, três vezes mais que o Brasil, que destinou menos de US$ 20 milhões para divulgar os destinos turísticos no mundo.
De acordo com o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, que acompanhou a reunião, é preciso buscar fontes alternativas de receita para impulsionar o turismo internacional no Brasil. "Investimos muito menos que outros mercados e, com isso, a disputa pelo mercado de viagens internacionais, que é acirrado, fica prejudicada", comentou.
"Com uma ação conjunta, podemos criar uma integração efetiva no Mercosul. Hoje o bloco econômico apresenta poucos resultados reais para os envolvidos. Poderíamos dar o exemplo no turismo", afirmou o ministro da Argentina. Ele sustentou que os parques nacionais sejam um dos focos do trabalho integrado e citou o Parque de Iguaçu como um grande ícone de aliança entre os dois países.
AGENDAS - Antes do encontro com o ministro da Argentina, Henrique Eduardo Alves esteve reunido com os ministros do Turismo de Andorra, Francesc Camp Torres, e do Líbano, Michel Pharaon. Torres pediu a ajuda de Henrique Alves para estimular os brasileiros que visitam Barcelona a esticarem a viagem até Andorra, a poucas horas de viagem de ônibus. "Temos excelentes locais de compra e esqui, duas coisas que os brasileiros gostam", comentou. Henrique Eduardo Alves comprometeu-se a colocar os interessados em contato com entidades representantes das operadoras e agências de viagens brasileiras.
Michel Pharaon convidou o Brasil a participar do 42º encontro da Organização Mundial de Turismo (OMT) para a Comissão do Oriente Médio. "É a primeira vez que recebemos este evento em mais de 15 anos e vamos escolher convidados especiais de cada um dos continentes. O Brasil é um deles" comentou. O encontro será realizado de 29 a 31 de maio, no Líbano.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Turismo discute revisão do modelo de tributação de agências de viagem
Em audiência com o ministro do Turismo, presidente da CVC pede apoio à Receita Federal
Mariana Oliveira
O ministro do Turismo, Henrique Alves, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da CVC Brasil, Luiz Eduardo Falco, para uma reunião de acompanhamento dos temas de interesse do segmento. Falco pediu ao ministro apoio para intermediar o diálogo com a Receita Federal no que se refere à arrecadação de impostos que incidem no valor global pago às agências de viagens por consumidores.
No mês passado, o ministro se reuniu com representantes do setor e o secretário da Receita Federal, Jorge Deher Rachid, para tratar de questões relativas à tributação sobre as empresas turísticas. Na ocasião, o presidente da CVC questionou o que chama de bitributação ao secretário da Receita.
“Quando um cliente paga R$ 1 mil por um pacote, uma parte significativa vai para as empresas aéreas ou rodoviárias e hotéis. Cobrar impostos sobre todo o valor do pacote significa bitributação, uma vez que as companhias aéreas e a indústria hoteleira já pagam os seus devidos tributos. O correto seria apenas pagar pela taxa de agenciamento”, ponderou Falco.
Henrique Alves se comprometeu a intermediar o diálogo e acompanhar o assunto de perto.
Matéria relacionada: Ministério do Turismo discute revisão da tributação sobre o setor
Mariana Oliveira
O ministro do Turismo, Henrique Alves, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da CVC Brasil, Luiz Eduardo Falco, para uma reunião de acompanhamento dos temas de interesse do segmento. Falco pediu ao ministro apoio para intermediar o diálogo com a Receita Federal no que se refere à arrecadação de impostos que incidem no valor global pago às agências de viagens por consumidores.
No mês passado, o ministro se reuniu com representantes do setor e o secretário da Receita Federal, Jorge Deher Rachid, para tratar de questões relativas à tributação sobre as empresas turísticas. Na ocasião, o presidente da CVC questionou o que chama de bitributação ao secretário da Receita.
“Quando um cliente paga R$ 1 mil por um pacote, uma parte significativa vai para as empresas aéreas ou rodoviárias e hotéis. Cobrar impostos sobre todo o valor do pacote significa bitributação, uma vez que as companhias aéreas e a indústria hoteleira já pagam os seus devidos tributos. O correto seria apenas pagar pela taxa de agenciamento”, ponderou Falco.
Henrique Alves se comprometeu a intermediar o diálogo e acompanhar o assunto de perto.
Matéria relacionada: Ministério do Turismo discute revisão da tributação sobre o setor
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