Médica alerta que a automedicação e o abuso na utilização de anti-inflamatórios
Aquela dorzinha incômoda, tensões musculares pelas sessões na academia, um simples tombo, são fatores que nos levam a correr até a farmácia à caça de um anti-inflamatório. Medicamento vendido sem prescrição médica ou qualquer tipo de controle, é possível encontrar uma grande variedade disponível no mercado.No entanto, atualmente, a prática da automedicação, cada vez mais frequente, tem oferecido riscos à saúde.
A médica nefrologista, Dra. Céres Felski, da Fundação Pró-Rim, referência nacional no tratamento de doenças renais e transplante, alerta para o perigo da automedicação, que no caso específico de anti-inflamatórios, o rim é o principal órgão afetado.
“É preciso lembrar que todo medicamento é uma droga, uma substância sintética alheia ao organismo, que pode desencadear os mais variados efeitos. Além disso, o anti-inflamatório é excretado pelo rim e altera a taxa de filtração glomerular, ou seja, a capacidade de filtragem do rim, podendo levar a nefrite intersticial e a necrose tubular aguda. Todas estas são formas de insuficiência renal aguda, que são reversíveis na maioria dos casos, mas nem sempre”, explica.
Segundo a médica, o problema é que a doença renal na grande maioria das vezes é assintomática – não apresenta sintomas - e com uso constante destes medicamentos, por conta própria, o diagnóstico da lesão pode ser feito tarde demais para reverter. Assim acontece também, por exemplo, com o uso de medicação para dor de cabeça, que pode retardar o diagnóstico de um aneurisma ou de um tumor cerebral. “O importante é que se procure sempre um serviço médico para investigar o sintoma”, frisa.
Segundo Dra. Céres, caso o paciente desenvolva alguma lesão, a primeira providência é suspender o uso do medicamento causador. “Depois, conforme o grau de lesão, será determinada a conduta que pode variar desde uma boa hidratação até a necessidade de diálise para substituição da função renal até que haja a recuperação desta”, explica.
Por isso é importante ressaltar que os remédios não devem ser utilizados por conta própria, por sugestão de amigos ou vizinhos ou indicados por qualquer profissional que não seja médico. Como todo remédio, os anti-inflamatórios oferecem riscos e causam efeitos colaterais que podem danificar diversas estruturas isoladamente ou ao mesmo tempo no seu organismo.
Para finalizar, a médica afirma “Quando uma pedra entra no sapato, é preciso tirá-la. O sintoma é a pedra, e não adianta tomar remédio para dor, é preciso fundamentalmente resolver a causa do problema”.
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
Saúde confirma 1.113 casos de microcefalia no país
Os casos ocorreram em 416 municípios, sendo a maioria na região Nordeste. Outros 3.836 permanecem em investigação e 2.066 foram descartados
Até o dia 9 de abril, foram confirmados 1.113 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o país. Ao todo, foram notificados 7.015 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.066 foram descartados. Outros 3.836 estão em fase de investigação. As informações são do novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (12), que reúne as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde.
Do total de casos confirmados, 189 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.
Os 1.113 casos confirmados ocorreram em 416 municípios, localizados em 22 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Já os 2.066 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.
No mesmo período, foram registrados 235 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 50 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 155 continuam em investigação e 30 foram descartados.
Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 9 de abril de 2016
Fonte: Secretarias de Saúde dos Estados e Distrito Federal (dados atualizados até 09/04/2016).
1 Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.
2 Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.
3 Foram confirmados 189 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).
4 Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.
a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, 163 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 39 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações.
b. Redução no valor após revisão e correção (erro de digitação, classificação)
c. Mantido os valores referentes à Semana Epidemiológica anterior.
Até o dia 9 de abril, foram confirmados 1.113 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o país. Ao todo, foram notificados 7.015 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.066 foram descartados. Outros 3.836 estão em fase de investigação. As informações são do novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (12), que reúne as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde.
Do total de casos confirmados, 189 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.
Os 1.113 casos confirmados ocorreram em 416 municípios, localizados em 22 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Já os 2.066 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.
No mesmo período, foram registrados 235 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 50 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 155 continuam em investigação e 30 foram descartados.
Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 9 de abril de 2016
Regiões e Unidades Federadas
|
Casos de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita
|
Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016
| ||
Em investigação
|
Confirmados2,3
|
Descartados4
| ||
Brasil
|
3.836
|
1.113
|
2.066
|
7.015
|
Alagoas
|
74
|
55
|
136
|
265
|
Bahia
|
667
|
203
|
144
|
1.014
|
Ceará
|
254
|
80
|
117
|
451
|
Maranhão
|
112
|
84
|
42
|
238
|
Paraíba
|
388
|
105
|
364
|
857
|
Pernambuco
|
873
|
312
|
664
|
1.849
|
Piauí
|
25
|
72
|
57
|
154
|
Rio Grande do Norte
|
295
|
85
|
34a
|
414
|
Sergipe
|
159
|
31
|
17
|
207
|
Região Nordeste
|
2.847
|
1.027
|
1.575
|
5.449
|
Espírito santo
|
96
|
6
|
19
|
121
|
Minas Gerais
|
31
|
2
|
46
|
79
|
Rio de Janeiro
|
281
|
35
|
78
|
394
|
São Paulo
|
163a
|
0
|
96
|
259
|
Região Sudeste
|
571
|
43
|
239
|
853
|
Acre
|
23
|
0b
|
12
|
35
|
Amapá
|
2c
|
3c
|
0c
|
5c
|
Amazonas
|
9
|
2
|
2
|
13
|
Pará
|
23
|
1
|
0
|
24
|
Rondônia
|
4
|
3
|
5
|
12
|
Roraima*6
|
16c
|
0c
|
0c
|
16c
|
Tocantins
|
117
|
0
|
17
|
134
|
Região Norte
|
194
|
9
|
36
|
239
|
Distrito Federal
|
2
|
4
|
31
|
37
|
Goiás
|
75
|
9
|
37
|
121
|
Mato grosso
|
116
|
15
|
71
|
202
|
Mato Grosso do Sul
|
3
|
2
|
13
|
18
|
Região Centro-Oeste
|
196
|
30
|
152
|
378
|
Paraná
|
6
|
2
|
25
|
33
|
Santa Catarina
|
1
|
0
|
3
|
4
|
Rio Grande do Sul
|
21
|
2
|
36
|
59
|
Região Sul
|
28
|
4
|
64
|
96
|
Fonte: Secretarias de Saúde dos Estados e Distrito Federal (dados atualizados até 09/04/2016).
1 Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.
2 Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.
3 Foram confirmados 189 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).
4 Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.
a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, 163 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 39 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações.
b. Redução no valor após revisão e correção (erro de digitação, classificação)
c. Mantido os valores referentes à Semana Epidemiológica anterior.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Serviços de saúde realizam limpeza de seus prédios
A ação integra o Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia e dá continuidade ao Dia da Faxina realizada na última sexta-feira (29/1). A proposta é envolver as unidades públicas, privadas e filantrópicas do setor em todo o país
Em continuidade as ações de mobilização para enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e o vírus Zika, os serviços de saúde públicos, privados e filantrópicos em todo o país devem realizar nesta quinta-feira (4) a limpeza dos prédios para eliminar possíveis focos do vetor. A ideia é que o conjunto de trabalhadores da saúde promova a ação em todas as instalações, assegurando que os ambientes de trabalho estejam livres do mosquito e garantindo, assim, a segurança de pacientes e seus acompanhantes. A iniciativa integra o eixo de mobilização do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia, coordenado pelo Ministério da Saúde, com envolvimento de mais 19 ministérios e outros órgãos federais.
Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde acionou o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que enviaram comunicados aos gestores com orientações sobre a mobilização, além da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Confederação Nacional de Saúde (CNS) e Confederação das Santas Casas de Misericórdia (CMB). O Ministério da Saúde também enviou mensagem para as Salas Estaduais de Coordenação e Controle para o enfrentamento da dengue, chikungunya e Zika.
“O trabalho de combate aos criadouros do Aedes tem de ser permanente. É importante que todos os trabalhadores da saúde continuem engajados nessas ações e façam a limpeza do local continuamente. A melhor forma de enfrentarmos a microcefalia e proteger nossa população é não deixar o mosquito nascer”, destaca o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Todas as secretarias estaduais de saúde receberam uma mensagem do ministro convidando para o engajamento na campanha de enfrentamento ao mosquito. A expectativa é de que aqueles que não puderem realizar a ação nesta quinta-feira, que se programem para os próximos dias.
Atualmente a rede de saúde pública conta com cerca de 3 mil hospitais públicos, 1.900 privados sem fins lucrativos e 2.400 privados com fins lucrativos, 400 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), 41 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), laboratórios e hospitais de excelência. Ao final do dia deve ser realizado um balanço, com registro das ações e adoção de um plano de monitoramento para que cada ambiente continue livre do mosquito, ou seja, uma ação contínua. Os possíveis focos do mosquito, que forem identificados, devem ser repassados à Sala Estadual de Comando e Controle.
DIA DA FAXINA – Na última sexta-feira (29), o governo federal promoveu uma mobilização nacional dos servidores públicos no chamado “Dia da Faxina”, cujo objetivo foi inspecionar e eliminar possíveis focos do mosquito nos prédios. A ação aconteceu em ministérios, autarquias, agências e demais órgãos vinculados, envolvendo cerca de 1,6 milhão de trabalhadores.
No Ministério da Saúde, a inspeção aconteceu dentro e nos arredores dos prédios. Entre as providências que já estão sendo adotadas estão colocação de grelhas nas saídas de iluminação e ventilação do subsolo para impedir que folhas de árvores possam cair e acumular água, furos nas lixeiras da área externa, limpeza dos refletores e jardins para impedir a proliferação de larvas do mosquito. Foi realizada ainda a limpeza da área dos jardins, retirada e a poda de plantas que acumulam água ao redor dos edifícios.
Os hospitais, institutos, núcleos estaduais, Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS) e demais unidades ligadas à pasta também foram vistoriados. A ideia é que as ações integrem a rotina de funcionamento das estruturas federais em todo o território nacional.
Para reforçar as ações de mobilização dos servidores federais, foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (2), o decreto que determina adoção de medidas rotineiras de prevenção e combate ao vetor em todos os prédios públicos. Entre as medidas estão à realização de campanhas educativas, vistoria e retirada de criadouros do mosquito, além da limpeza das áreas internas e externas e o entorno das instalações públicas. Caberá a cada órgão indicar os trabalhadores responsáveis pela coordenação das ações de sensibilização.
AÇÕES – O crescente número de casos de microcefalia no país, associado ao vírus Zika, é um problema grave que levou o Ministério da Saúde a declarar Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em novembro do ano passado. Desde então, o governo federal está mobilizado para estudar e controlar a situação e é importante que essa mobilização se estenda por todo o país.
O Ministério da Saúde encaminhou técnicos para acompanhar a situação nos estados e realiza reuniões periódicas com as secretarias de saúde dos estados e municípios, com divulgação de notas com orientações para gestores e profissionais de saúde. Na última semana, inclusive, todos os prefeitos receberam um vídeo do ministro da Saúde, Marcelo Castro, convocando para uma mobilização nacional de combate ao mosquito.
Também foi formado grupo de especialistas para estudar os casos, além da troca de informações constantes com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Profissionais da Atenção Básica e os 18.240 médicos do Programa Mais Médicos também estão envolvidos nas ações de promoção, prevenção e assistência aos pacientes.
Para tratar dos bebês com a malformação, está sendo ampliado o atendimento do plano Viver sem Limite, voltado ao atendimento a pessoa com deficiência, com a implantação de novos centros de reabilitação. Já são mais de 1,5 mil serviços de reabilitação em todo o país, sendo 136 Centros Especializados em Reabilitação (CER). O Ministério da Saúde também está equipando 737 maternidades para a realização do exame PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), bem como capacitando os profissionais dessas unidades.
Todos os ministérios envolvidos e as Forças Armadas também já estão em ação, reforçando o combate ao Aedes aegypti com 220 mil militares. Funcionários de distribuidoras de energia que fazem a leitura do consumo de eletricidade nas casas e no comércio também passam a integrar a mobilização, identificando possíveis focos do mosquito. E, a partir deste mês, as contas de luz começam a ser distribuídas aos consumidores com informações sobre como evitar focos do mosquito e outras orientações.
Em continuidade as ações de mobilização para enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e o vírus Zika, os serviços de saúde públicos, privados e filantrópicos em todo o país devem realizar nesta quinta-feira (4) a limpeza dos prédios para eliminar possíveis focos do vetor. A ideia é que o conjunto de trabalhadores da saúde promova a ação em todas as instalações, assegurando que os ambientes de trabalho estejam livres do mosquito e garantindo, assim, a segurança de pacientes e seus acompanhantes. A iniciativa integra o eixo de mobilização do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia, coordenado pelo Ministério da Saúde, com envolvimento de mais 19 ministérios e outros órgãos federais.
Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde acionou o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que enviaram comunicados aos gestores com orientações sobre a mobilização, além da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Confederação Nacional de Saúde (CNS) e Confederação das Santas Casas de Misericórdia (CMB). O Ministério da Saúde também enviou mensagem para as Salas Estaduais de Coordenação e Controle para o enfrentamento da dengue, chikungunya e Zika.
“O trabalho de combate aos criadouros do Aedes tem de ser permanente. É importante que todos os trabalhadores da saúde continuem engajados nessas ações e façam a limpeza do local continuamente. A melhor forma de enfrentarmos a microcefalia e proteger nossa população é não deixar o mosquito nascer”, destaca o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Todas as secretarias estaduais de saúde receberam uma mensagem do ministro convidando para o engajamento na campanha de enfrentamento ao mosquito. A expectativa é de que aqueles que não puderem realizar a ação nesta quinta-feira, que se programem para os próximos dias.
Atualmente a rede de saúde pública conta com cerca de 3 mil hospitais públicos, 1.900 privados sem fins lucrativos e 2.400 privados com fins lucrativos, 400 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), 41 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), laboratórios e hospitais de excelência. Ao final do dia deve ser realizado um balanço, com registro das ações e adoção de um plano de monitoramento para que cada ambiente continue livre do mosquito, ou seja, uma ação contínua. Os possíveis focos do mosquito, que forem identificados, devem ser repassados à Sala Estadual de Comando e Controle.
DIA DA FAXINA – Na última sexta-feira (29), o governo federal promoveu uma mobilização nacional dos servidores públicos no chamado “Dia da Faxina”, cujo objetivo foi inspecionar e eliminar possíveis focos do mosquito nos prédios. A ação aconteceu em ministérios, autarquias, agências e demais órgãos vinculados, envolvendo cerca de 1,6 milhão de trabalhadores.
No Ministério da Saúde, a inspeção aconteceu dentro e nos arredores dos prédios. Entre as providências que já estão sendo adotadas estão colocação de grelhas nas saídas de iluminação e ventilação do subsolo para impedir que folhas de árvores possam cair e acumular água, furos nas lixeiras da área externa, limpeza dos refletores e jardins para impedir a proliferação de larvas do mosquito. Foi realizada ainda a limpeza da área dos jardins, retirada e a poda de plantas que acumulam água ao redor dos edifícios.
Os hospitais, institutos, núcleos estaduais, Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS) e demais unidades ligadas à pasta também foram vistoriados. A ideia é que as ações integrem a rotina de funcionamento das estruturas federais em todo o território nacional.
Para reforçar as ações de mobilização dos servidores federais, foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (2), o decreto que determina adoção de medidas rotineiras de prevenção e combate ao vetor em todos os prédios públicos. Entre as medidas estão à realização de campanhas educativas, vistoria e retirada de criadouros do mosquito, além da limpeza das áreas internas e externas e o entorno das instalações públicas. Caberá a cada órgão indicar os trabalhadores responsáveis pela coordenação das ações de sensibilização.
AÇÕES – O crescente número de casos de microcefalia no país, associado ao vírus Zika, é um problema grave que levou o Ministério da Saúde a declarar Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em novembro do ano passado. Desde então, o governo federal está mobilizado para estudar e controlar a situação e é importante que essa mobilização se estenda por todo o país.
O Ministério da Saúde encaminhou técnicos para acompanhar a situação nos estados e realiza reuniões periódicas com as secretarias de saúde dos estados e municípios, com divulgação de notas com orientações para gestores e profissionais de saúde. Na última semana, inclusive, todos os prefeitos receberam um vídeo do ministro da Saúde, Marcelo Castro, convocando para uma mobilização nacional de combate ao mosquito.
Também foi formado grupo de especialistas para estudar os casos, além da troca de informações constantes com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Profissionais da Atenção Básica e os 18.240 médicos do Programa Mais Médicos também estão envolvidos nas ações de promoção, prevenção e assistência aos pacientes.
Para tratar dos bebês com a malformação, está sendo ampliado o atendimento do plano Viver sem Limite, voltado ao atendimento a pessoa com deficiência, com a implantação de novos centros de reabilitação. Já são mais de 1,5 mil serviços de reabilitação em todo o país, sendo 136 Centros Especializados em Reabilitação (CER). O Ministério da Saúde também está equipando 737 maternidades para a realização do exame PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), bem como capacitando os profissionais dessas unidades.
Todos os ministérios envolvidos e as Forças Armadas também já estão em ação, reforçando o combate ao Aedes aegypti com 220 mil militares. Funcionários de distribuidoras de energia que fazem a leitura do consumo de eletricidade nas casas e no comércio também passam a integrar a mobilização, identificando possíveis focos do mosquito. E, a partir deste mês, as contas de luz começam a ser distribuídas aos consumidores com informações sobre como evitar focos do mosquito e outras orientações.
domingo, 20 de dezembro de 2015
GOVERNOS JÁ ACUMULAM DÍVIDA DE R$ 927 MILHÕES COM O PAGAMENTO ATRASADO DE MEDICAMENTOS
Cerca de 30% dos atrasos têm mais de seis meses, mas a indústria farmacêutica se esforça para evitar desabastecimento
A INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) acaba de realizar um levantamento com as suas associadas e constatou que os governos, federal e estaduais, acumulam dívida de R$ 927 milhões com o atraso no pagamento de medicamentos adquiridos através do sistema de compras públicas. O levantamento não inclui as dívidas dos municípios, importantes compradores e também submetidos à crise orçamentária. A maior parte da dívida (57%) é do Governo Federal, sendo que o restante está dividido entre cinco estados – Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Uma parte expressiva da dívida (29%) já ultrapassa os seis meses e, com isso, começa a comprometer a capacidade de fornecimento das indústrias. Das 24 empresas ouvidas pela pesquisa que fornecem medicamentos aos Governos, 20 registram atrasos no pagamento.
A indústria tem se organizado para rever processos, cortar custos e buscar alternativas para manter o fornecimento dos medicamentos em dia, mas o atraso expressivo no pagamento começa a comprometer a sustentabilidade das operações. “O Brasil enfrenta uma crise econômica e todos estão perfeitamente cientes das dificuldades que o governo enfrenta. Por isso, a indústria está se esforçando ao máximo para que o sistema público de saúde não sofra nenhum desabastecimento”, afirma Antônio Britto, presidente executivo da INTERFARMA.
Contudo, os atrasos são expressivos em tempo e em valor. “Isso é especialmente delicado para o caso em que as compras públicas representam a maior parte do faturamento da farmacêutica”, explica Britto.
O setor farmacêutico teme que as dificuldades aumentem em 2016, visto que o governo apresentou um orçamento para a saúde bem abaixo do esperado. Se considerado o orçamento original de 2015 corrigido pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), o orçamento de 2016 seria de R$ 133 bilhões, mas valor apresentado ao Congresso foi de apenas R$ 109 bilhões; uma diferença de R$ 24 bilhões. Caso aprovado, esse orçamento deve agravar o subfinanciamento da saúde e uma série de problemas já enfrentados pelos brasileiros.
A INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) acaba de realizar um levantamento com as suas associadas e constatou que os governos, federal e estaduais, acumulam dívida de R$ 927 milhões com o atraso no pagamento de medicamentos adquiridos através do sistema de compras públicas. O levantamento não inclui as dívidas dos municípios, importantes compradores e também submetidos à crise orçamentária. A maior parte da dívida (57%) é do Governo Federal, sendo que o restante está dividido entre cinco estados – Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Uma parte expressiva da dívida (29%) já ultrapassa os seis meses e, com isso, começa a comprometer a capacidade de fornecimento das indústrias. Das 24 empresas ouvidas pela pesquisa que fornecem medicamentos aos Governos, 20 registram atrasos no pagamento.
A indústria tem se organizado para rever processos, cortar custos e buscar alternativas para manter o fornecimento dos medicamentos em dia, mas o atraso expressivo no pagamento começa a comprometer a sustentabilidade das operações. “O Brasil enfrenta uma crise econômica e todos estão perfeitamente cientes das dificuldades que o governo enfrenta. Por isso, a indústria está se esforçando ao máximo para que o sistema público de saúde não sofra nenhum desabastecimento”, afirma Antônio Britto, presidente executivo da INTERFARMA.
Contudo, os atrasos são expressivos em tempo e em valor. “Isso é especialmente delicado para o caso em que as compras públicas representam a maior parte do faturamento da farmacêutica”, explica Britto.
O setor farmacêutico teme que as dificuldades aumentem em 2016, visto que o governo apresentou um orçamento para a saúde bem abaixo do esperado. Se considerado o orçamento original de 2015 corrigido pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), o orçamento de 2016 seria de R$ 133 bilhões, mas valor apresentado ao Congresso foi de apenas R$ 109 bilhões; uma diferença de R$ 24 bilhões. Caso aprovado, esse orçamento deve agravar o subfinanciamento da saúde e uma série de problemas já enfrentados pelos brasileiros.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Governo Federal lança plano de enfrentamento à microcefalia
Medidas serão colocadas em prática para conter novos casos de microcefalia. Serão oferecidas suporte às gestantes e aos bebês e intensificadas as ações de combate ao mosquito da dengue
A presidenta Dilma Rousseff lança neste sábado (5), no Recife (PE), o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.
Com o crescente número de casos de microcefalia no país, o Ministério da Saúde declarou, no mês passado, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no país. Até 28 de novembro de 2015, 1.248 crianças nasceram com suspeita deste problema grave, que prejudica o desenvolvimento das crianças. Desde então, o governo federal está mobilizado para estudar e controlar a situação.
O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. Essas medidas emergenciais serão colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito.
MOBILIZAÇÃO NACIONAL - O combate ao mosquito Aedes aegypti é fundamental para o controle do surto de microcefalia que está ocorrendo no país. Para a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, será instalada a Sala Nacional de Coordenação Interagências, que funcionará no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), no Ministério da Integração Nacional. Também serão instaladas salas estaduais, que contarão com a presença de representantes do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública (PM e Bombeiros), Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.
Para reforçar a orientação à população sobre o combate ao mosquito nas residências, serão realizadas mobilizações com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, além da participação da população. Para esse controle do vetor, o Governo Federal vai adquirir e disponibilizar equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas e garantir a compra dos insumos. As Forças Armadas e a Defesa Civil vão dar apoio logístico para transporte e distribuição de inseticidas e de profissionais de saúde. Os dois órgãos também vão atuar em visitas a residências para eliminação e controle do vetor, além de mobilizações de prevenção como mutirões.
O Programa Saúde na Escola vai envolver professores, alunos e familiares no combate ao mosquito. Universidades públicas e privadas e institutos federais serão incentivados a participar das atividades de prevenção e eliminação do vetor. Também serão realizadas ações de mobilização entre os profissionais e usuários dos Centros de Referência de Assistência Social, da Rede de Segurança Alimentar e beneficiários do Bolsa Família.
Ao mesmo tempo, está prevista a capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, defesa civil e militar, além de profissionais de reabilitação e os especializados em resposta epidemiológica e equipes de saúde da família. Serão habilitados, ainda, profissionais de saúde das maternidades para triagem auditiva neonatal e dos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública Estaduais para realização de exame para identificação do vírus Zika.
O Ministério da Saúde lançou, recentemente, a campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção para importância da limpeza para eliminação dos focos do mosquito da dengue. A campanha tem como slogan “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”. Também haverá campanha informativa para gestantes e mulheres em idade fértil, página na internet e aplicativo de celular com informações sobre microcefalia e vírus Zika.
ATENDIMENTO - Para garantir o cuidado adequado às gestantes e bebês, o Ministério da Saúde está disponibilizando, a todos os profissionais de saúde, o Protocolo e Diretrizes Clínicas para o atendimento da microcefalia. Além disso, o Ministério da Saúde vai ampliar a cobertura de tomografias e apoiar a criação de centrais regionais de agendamento dos exames. Para tratar dos bebês com a malformação, está prevista a ampliação do atendimento do plano Viver sem Limite, que é voltado à pessoa com deficiência, com a implantação de 89 novos centros de reabilitação, além dos 125 já existentes.
Profissionais da Atenção Básica e os profissionais do Programa Mais Médicos também serão envolvidos nas ações de promoção, prevenção e assistência aos pacientes. A Rede Cegonha vai fortalecer a atenção para gestantes e crianças. Mais de 4 milhões de Cadernetas da Gestante – com orientações fundamentais ao pré-natal – e 37,5 milhões de testes rápidos de gravidez serão enviados às unidades de saúde.
NOVAS TECNOLOGIAS – O Governo Federal vai incentivar a realização de pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao diagnóstico do vírus e suas correlações, além de fomentar pesquisas para o controle do mosquito Aedes aegypti, com técnicas inovadoras. Outra área que será estudada é a microcefalia, outras malformações congênitas, e as síndromes neurológicas, como a Guillain-Barré.
ATIVIDADES - O Ministério da Saúde intensificou o acompanhamento da situação e divulgará orientações para rede pública e à população, conforme os resultados das investigações. Equipes do Ministério da Saúde estão ajudando os estados nas investigações Além disso, o Ministério da Saúde mantém contato com as secretarias estaduais e municipais para articular uma resposta conjunta e, em especial, mobilizar ações contra o mosquito Aedes aegypti.Todos os ministérios envolvidos e as Forças Armadas também já estão em ação em Pernambuco, com 200 militares capacitados e mais 800 em treinamento. Além disso, estão em andamento o fortalecimento e aperfeiçoamento dos sistemas de informações composto de sistemas de notificação, aplicativos e boletins.
A presidenta Dilma Rousseff lança neste sábado (5), no Recife (PE), o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.
Com o crescente número de casos de microcefalia no país, o Ministério da Saúde declarou, no mês passado, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no país. Até 28 de novembro de 2015, 1.248 crianças nasceram com suspeita deste problema grave, que prejudica o desenvolvimento das crianças. Desde então, o governo federal está mobilizado para estudar e controlar a situação.
O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. Essas medidas emergenciais serão colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito.
MOBILIZAÇÃO NACIONAL - O combate ao mosquito Aedes aegypti é fundamental para o controle do surto de microcefalia que está ocorrendo no país. Para a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, será instalada a Sala Nacional de Coordenação Interagências, que funcionará no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), no Ministério da Integração Nacional. Também serão instaladas salas estaduais, que contarão com a presença de representantes do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública (PM e Bombeiros), Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.
Para reforçar a orientação à população sobre o combate ao mosquito nas residências, serão realizadas mobilizações com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, além da participação da população. Para esse controle do vetor, o Governo Federal vai adquirir e disponibilizar equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas e garantir a compra dos insumos. As Forças Armadas e a Defesa Civil vão dar apoio logístico para transporte e distribuição de inseticidas e de profissionais de saúde. Os dois órgãos também vão atuar em visitas a residências para eliminação e controle do vetor, além de mobilizações de prevenção como mutirões.
O Programa Saúde na Escola vai envolver professores, alunos e familiares no combate ao mosquito. Universidades públicas e privadas e institutos federais serão incentivados a participar das atividades de prevenção e eliminação do vetor. Também serão realizadas ações de mobilização entre os profissionais e usuários dos Centros de Referência de Assistência Social, da Rede de Segurança Alimentar e beneficiários do Bolsa Família.
Ao mesmo tempo, está prevista a capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, defesa civil e militar, além de profissionais de reabilitação e os especializados em resposta epidemiológica e equipes de saúde da família. Serão habilitados, ainda, profissionais de saúde das maternidades para triagem auditiva neonatal e dos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública Estaduais para realização de exame para identificação do vírus Zika.
O Ministério da Saúde lançou, recentemente, a campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, que chama a atenção para importância da limpeza para eliminação dos focos do mosquito da dengue. A campanha tem como slogan “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”. Também haverá campanha informativa para gestantes e mulheres em idade fértil, página na internet e aplicativo de celular com informações sobre microcefalia e vírus Zika.
ATENDIMENTO - Para garantir o cuidado adequado às gestantes e bebês, o Ministério da Saúde está disponibilizando, a todos os profissionais de saúde, o Protocolo e Diretrizes Clínicas para o atendimento da microcefalia. Além disso, o Ministério da Saúde vai ampliar a cobertura de tomografias e apoiar a criação de centrais regionais de agendamento dos exames. Para tratar dos bebês com a malformação, está prevista a ampliação do atendimento do plano Viver sem Limite, que é voltado à pessoa com deficiência, com a implantação de 89 novos centros de reabilitação, além dos 125 já existentes.
Profissionais da Atenção Básica e os profissionais do Programa Mais Médicos também serão envolvidos nas ações de promoção, prevenção e assistência aos pacientes. A Rede Cegonha vai fortalecer a atenção para gestantes e crianças. Mais de 4 milhões de Cadernetas da Gestante – com orientações fundamentais ao pré-natal – e 37,5 milhões de testes rápidos de gravidez serão enviados às unidades de saúde.
NOVAS TECNOLOGIAS – O Governo Federal vai incentivar a realização de pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao diagnóstico do vírus e suas correlações, além de fomentar pesquisas para o controle do mosquito Aedes aegypti, com técnicas inovadoras. Outra área que será estudada é a microcefalia, outras malformações congênitas, e as síndromes neurológicas, como a Guillain-Barré.
ATIVIDADES - O Ministério da Saúde intensificou o acompanhamento da situação e divulgará orientações para rede pública e à população, conforme os resultados das investigações. Equipes do Ministério da Saúde estão ajudando os estados nas investigações Além disso, o Ministério da Saúde mantém contato com as secretarias estaduais e municipais para articular uma resposta conjunta e, em especial, mobilizar ações contra o mosquito Aedes aegypti.Todos os ministérios envolvidos e as Forças Armadas também já estão em ação em Pernambuco, com 200 militares capacitados e mais 800 em treinamento. Além disso, estão em andamento o fortalecimento e aperfeiçoamento dos sistemas de informações composto de sistemas de notificação, aplicativos e boletins.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Cromo reforça efeitos benéficos da alfarroba na alimentação
Mineral regula níveis de açúcar no sangue e pode atuar como coadjuvante no controle do diabetes mellitus
Além de todos os benefícios já conhecidos da alfarroba, um alimento considerado funcional por ser fonte de fibras e apresentar baixo teor de gordura, uma pesquisa apontou que os alimentos derivados da alfarroba também contem cromo, um mineral que pode ser coadjuvante no controle do diabetes mellitus. A informação foi divulgada recentemente pela CarobHouse, única empresa que fabrica alimentos a base de alfarroba no Brasil, como alternativos ao chocolate convencional.
O diabetes é considerado m dos principais problemas de saúde na atualidade. No mundo 250 milhões de pessoas convivem com a doença, segundo o International Diabetes Federation, mas a expectativa é de que este número chegue a 380 milhões, em 2025. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência da doença, com 13,7 milhões de pessoas, e muitas ainda nem foram diagnosticadas.
Segundo a nutricionista Cláudia Hecke Krüger, da Universidade Federal do Paraná, o cromo regula os níveis de açúcar no sangue. "O cromo tem vínculo com o metabolismo de glicose e sua presença na dieta alimentar beneficia o controle do diabetes mellitus. Também há trabalhos atribuindo efeitos benéficos no tratamento do glaucoma", diz a nutricionista.
Um trabalho publicado na revista International Journal of Food Sciences and Nutrition (2007), avaliou os microelementos da alfarroba, demonstrando que o teor de cromo presente na alfarroba é de 4,76 mg/kg de alfarroba. Assim, um tablete de alfarroba da CarobHouse, pesando cerca de 45g, apresenta teor de 32,13 mcg de cromo. De acordo com o Ministério da Saúde (Portaria 33/98 Anvisa), a Ingestão Diária Recomendada (IDR) é de 200 mcg para adultos, entre 20-60 mcg para crianças na faixa de 6 meses a 1 ano, chegando aos valores de 50 - 200 mcg para crianças de 7 a 10 anos. Para gestante a IDR também é de 50 - 200 mcg.
"A principal missão de nossa empresa é apresentar aos consumidores produtos saborosos, saudáveis e nutritivos, que também agreguem conveniência e praticidade, contribuindo para uma dieta alimentar equilibrada", reforça a Diretora Executiva da CarobHouse Eloisa Helena Orlandi. Ela lembra que a linha de produtos a base de alfarroba é isenta de ingredientes alergênicos e de origem animal. Não contém glúten, lactose e caseína, além de estimulantes como a cafeína e a teobromina.
Nutritiva Alfarroba
Fonte de fibras, a alfarroba é um alimento de baixo índice glicêmico, sendo aliada no controle do diabetes. Como a alfarroba é naturalmente doce, os produtos da CarobHouse produzidos a partir dela não necessitam da adição de açúcares (sacarose) e ainda apresentam baixo teor de gordura. A alfarroba traz também os benefícios da vitamina B1, que colabora para um bom funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração, além de melhorar o raciocínio. É fonte de Niacina, que é benéfica para a manutenção da pele. Também conta com vitamina A, essencial para o crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão. Possui vitamina B2, responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no organismo. Tem ainda quantidades consideráveis de cálcio, magnésio e ferro.
Serviço CarobHouse
www.carobhouse.com
www.facebook.com/carobhouse
Instagram: @carob_house
Além de todos os benefícios já conhecidos da alfarroba, um alimento considerado funcional por ser fonte de fibras e apresentar baixo teor de gordura, uma pesquisa apontou que os alimentos derivados da alfarroba também contem cromo, um mineral que pode ser coadjuvante no controle do diabetes mellitus. A informação foi divulgada recentemente pela CarobHouse, única empresa que fabrica alimentos a base de alfarroba no Brasil, como alternativos ao chocolate convencional.
O diabetes é considerado m dos principais problemas de saúde na atualidade. No mundo 250 milhões de pessoas convivem com a doença, segundo o International Diabetes Federation, mas a expectativa é de que este número chegue a 380 milhões, em 2025. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência da doença, com 13,7 milhões de pessoas, e muitas ainda nem foram diagnosticadas.
Segundo a nutricionista Cláudia Hecke Krüger, da Universidade Federal do Paraná, o cromo regula os níveis de açúcar no sangue. "O cromo tem vínculo com o metabolismo de glicose e sua presença na dieta alimentar beneficia o controle do diabetes mellitus. Também há trabalhos atribuindo efeitos benéficos no tratamento do glaucoma", diz a nutricionista.
Um trabalho publicado na revista International Journal of Food Sciences and Nutrition (2007), avaliou os microelementos da alfarroba, demonstrando que o teor de cromo presente na alfarroba é de 4,76 mg/kg de alfarroba. Assim, um tablete de alfarroba da CarobHouse, pesando cerca de 45g, apresenta teor de 32,13 mcg de cromo. De acordo com o Ministério da Saúde (Portaria 33/98 Anvisa), a Ingestão Diária Recomendada (IDR) é de 200 mcg para adultos, entre 20-60 mcg para crianças na faixa de 6 meses a 1 ano, chegando aos valores de 50 - 200 mcg para crianças de 7 a 10 anos. Para gestante a IDR também é de 50 - 200 mcg.
"A principal missão de nossa empresa é apresentar aos consumidores produtos saborosos, saudáveis e nutritivos, que também agreguem conveniência e praticidade, contribuindo para uma dieta alimentar equilibrada", reforça a Diretora Executiva da CarobHouse Eloisa Helena Orlandi. Ela lembra que a linha de produtos a base de alfarroba é isenta de ingredientes alergênicos e de origem animal. Não contém glúten, lactose e caseína, além de estimulantes como a cafeína e a teobromina.
Nutritiva Alfarroba
Fonte de fibras, a alfarroba é um alimento de baixo índice glicêmico, sendo aliada no controle do diabetes. Como a alfarroba é naturalmente doce, os produtos da CarobHouse produzidos a partir dela não necessitam da adição de açúcares (sacarose) e ainda apresentam baixo teor de gordura. A alfarroba traz também os benefícios da vitamina B1, que colabora para um bom funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração, além de melhorar o raciocínio. É fonte de Niacina, que é benéfica para a manutenção da pele. Também conta com vitamina A, essencial para o crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão. Possui vitamina B2, responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no organismo. Tem ainda quantidades consideráveis de cálcio, magnésio e ferro.
Serviço CarobHouse
www.carobhouse.com
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Instagram: @carob_house
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Hospital da Unifesp tem reforço de R$ 9,7 milhões
Recurso faz parte dos repasses do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF). Para todo país, o investimento é de R$ 150,4 milhões
O Ministério da Saúde liberou R$ 9,7 milhões para o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unisfesp). O recurso é destinado às ações que integram o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação. Para todo país, o recurso total é de R$ 150,4 milhões. Os valores são definidos junto com as instituições e levam em conta os indicadores e metas de desempenho de cada local. Com esse incentivo, os hospitais universitários podem adquirir equipamentos como aparelhos para exames de imagem, realizar pequenas reformas ou comprar materiais de limpeza, entre outros itens.
Essa é a quarta vez só neste ano que essas instituições de ensino superior de todo país recebem esse tipo de reforço financeiro, totalizando R$ 391,1 milhões. Ao todo, serão beneficiadas 39 instituições, localizadas em 29 cidades, sendo 21 capitais. Até o final do ano, serão pagos RS 463,7 milhões. As três portarias que liberam os R$ 150,4 milhões, incluindo o valor os R$ 9,7 milhões destinados ao Hospital Universitário da Unisfesp, foram publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U).
Desde maio deste ano a até o início de setembro, já foram repassados R$ 240,7 milhões para os hospitais do REHUF. Do total que será liberado até o final de 2014, R$ 328,2 milhões são para o custeio de atividades assistenciais e de ensino, obras e reformas e os outros R$ 140,9 milhões, para a compra de equipamentos e melhoria de infraestrutura. "Com mais equipamentos, área física, ambiência adequada e profissionais capacitados nos Hospitais, mais benefícios garantimos a população, seja por meio da redução de tempo de espera para internação ou mais rapidez na realização de consultas e exames. Ou seja, maior resolutividade na assistência à saúde, no menor tempo possível e de uma forma humanizada”, ressaltou o Secretário de Atenção à Saúde, Fausto Santos.
Além dos recursos do REHUF para reestruturação e revitalização dos hospitais universitários, o Ministério da Saúde repassa cerca de R$ 1,2 bilhões por ano para o custeio da assistência de média e alta complexidade prestada por estes estabelecimentos durante o atendimento. Desde o início do programa, em 2010, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 2 bilhões em hospitais de ensino de todo país. Atualmente, 46 hospitais e outras duas unidades de saúde ligadas às universidades que fazem parte do REHUF. Essas instituições estão localizadas em 33 cidades do país, sendo 24 capitais.
Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. Já o Ministério da Saúde repassa recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, recursos do REHUF, entre outros incentivos.
O Ministério da Saúde liberou R$ 9,7 milhões para o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unisfesp). O recurso é destinado às ações que integram o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação. Para todo país, o recurso total é de R$ 150,4 milhões. Os valores são definidos junto com as instituições e levam em conta os indicadores e metas de desempenho de cada local. Com esse incentivo, os hospitais universitários podem adquirir equipamentos como aparelhos para exames de imagem, realizar pequenas reformas ou comprar materiais de limpeza, entre outros itens.
Essa é a quarta vez só neste ano que essas instituições de ensino superior de todo país recebem esse tipo de reforço financeiro, totalizando R$ 391,1 milhões. Ao todo, serão beneficiadas 39 instituições, localizadas em 29 cidades, sendo 21 capitais. Até o final do ano, serão pagos RS 463,7 milhões. As três portarias que liberam os R$ 150,4 milhões, incluindo o valor os R$ 9,7 milhões destinados ao Hospital Universitário da Unisfesp, foram publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U).
Desde maio deste ano a até o início de setembro, já foram repassados R$ 240,7 milhões para os hospitais do REHUF. Do total que será liberado até o final de 2014, R$ 328,2 milhões são para o custeio de atividades assistenciais e de ensino, obras e reformas e os outros R$ 140,9 milhões, para a compra de equipamentos e melhoria de infraestrutura. "Com mais equipamentos, área física, ambiência adequada e profissionais capacitados nos Hospitais, mais benefícios garantimos a população, seja por meio da redução de tempo de espera para internação ou mais rapidez na realização de consultas e exames. Ou seja, maior resolutividade na assistência à saúde, no menor tempo possível e de uma forma humanizada”, ressaltou o Secretário de Atenção à Saúde, Fausto Santos.
Além dos recursos do REHUF para reestruturação e revitalização dos hospitais universitários, o Ministério da Saúde repassa cerca de R$ 1,2 bilhões por ano para o custeio da assistência de média e alta complexidade prestada por estes estabelecimentos durante o atendimento. Desde o início do programa, em 2010, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 2 bilhões em hospitais de ensino de todo país. Atualmente, 46 hospitais e outras duas unidades de saúde ligadas às universidades que fazem parte do REHUF. Essas instituições estão localizadas em 33 cidades do país, sendo 24 capitais.
Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. Já o Ministério da Saúde repassa recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, recursos do REHUF, entre outros incentivos.
Governo federal oficializa cursos de medicina em Araçatuba e Bauru
Municípios assinaram termo de compromisso para implantação das faculdades; medida integra conjunto de ações para ampliar e interiorizar as vagas de graduação em medicina em todo o país.
As cidades de Araçatuba e Bauru, em São Paulo, assinaram nesta segunda-feira (29) termo que autoriza o funcionamento de cursos de medicina nos municípios. A medida faz parte dos compromissos do Programa Mais Médicos para expansão e melhoria da formação em todo o país. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou da atividade.
A abertura de novos cursos de medicina foi anunciada pelo governo federal no início do mês. Ao todo, 39 cidades foram selecionadas para receber as faculdades, sendo 14 no estado de São Paulo. Com a assinatura do termo de compromisso, os gestores municipais se comprometem a manter a estrutura necessária na rede pública de saúde e fazer as adequações recomendadas para habilitação dos novos cursos.
De acordo com o ministro Chioro, essa é uma forma inovadora de promover a abertura de novos custos de medicina. “Há uma diferença entre esse processo de seleção e o anterior. Antes, o Ministério da Educação (MEC) atendia as instituições privadas que levavam proposta de curso. Agora, ele primeiro fez uma pré-seleção das cidades e Araçatuba e Bauru foram selecionadas dentre as 39 que tiveram seu projeto aprovado”, explicou.
Durante o processo de seleção, os municípios foram visitados por uma comissão de especialistas. Entre os critérios avaliados, os municípios precisavam dispor de pelo menos cinco leitos no Sistema Único de Saúde por aluno e possuir unidade hospitalar com potencial para hospital de ensino. Para escolher as localidades, o governo federal também considerou a necessidade do curso, a organização da rede de saúde para desempenhar as atividades práticas e a capacidade para criação da residência médica. As cidades autorizadas têm mais de 70 mil habitantes, não possuem faculdade de medicina e não podem ser capital de estado.
Além de Araçatuba e Bauru, os seguintes municípios paulistas foram habilitados: Araras, Cubatão, Guarujá, Guarulhos, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos. A próxima etapa para a implantação dos cursos nas cidades selecionadas é o lançamento do edital para apresentação das propostas das instituições privadas de educação superior interessadas.
“O MEC abre, nos próximos dias, um edital chamando as instituições de ensino superior para que apresentem proposta dentro de um prazo. Haverá o julgamento das propostas pela Comissão de Especialistas do MEC, e, depois, a publicação do nome da instituição habilitada a abrir o curso”, explicou o ministro. “Nós esperamos que a maioria das instituições de ensino já esteja em condições de iniciar o exercício das atividades do curso novo no ano de 2015”, completou.
MAIS MÉDICOS – As oportunidades de graduação em medicina que estão sendo criadas fazem parte das ações estruturantes do Programa Mais Médicos. As medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS.
A abertura de novos cursos e vagas de graduação leva em conta a necessidade da população e a infraestrutura dos serviços – com isso, mais faculdades surgirão em localidades com escassez de profissionais e em cidades do interior de todas as regiões brasileiras.
Em conjunto com a ampliação das vagas de medicina, o Programa também trouxe médicos para atender a demanda imediata apontada pelas prefeituras, disponibilizando 14.462 profissionais para 3.785 municípios e para os 34 distritos indígenas, expandindo o atendimento em saúde para 50 milhões de brasileiros.
No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São R$ 5,6 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e R$ 1,9 bilhão para construções e ampliações de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Por Newton Palma, da Agência Saúde – ASCOM/MS
ESCLARECIMENTO SOBRE A SITUAÇÃO DA SANTA CASA DE SÃO PAULO
O Ministério da Saúde informa que o discurso da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo desta terça-feira (29) nem esclarece nem traz fato novo às explicações dadas pelo gestor estadual sobre o repasse financeiro para a Santa Casa de São Paulo. A secretaria não esperou a conclusão do relatório da comissão técnica, que deverá ser finalizada nesta quinta (2).
A secretaria, novamente, ou demonstra desconhecimento e falta de preparo técnico ou busca iludir a opinião pública. Trata-se de uma desnecessária e inoportuna politização do debate que em nada ajuda a buscar soluções adequadas para o atendimento à população.
As conclusões apresentadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo não refletem o consenso entre os membros da Comissão Técnica criada para avaliar a situação e gestão da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A pasta lamenta que a secretaria estadual esteja divulgando seu posicionamento institucional como conclusões da Comissão.
Em outras versões, a secretaria também informava que os incentivos federais Fideps, IntegraSUS e Expansão da Oferta foram incorporados à produção da Santa Casa de São Paulo. Assim como a própria secretaria de estado divulgou anteriormente à imprensa, a produção da Santa Casa tem se mantido estável ao longo dos últimos anos. Ou seja, caso esses recursos tivessem sido incorporados à produção, a ampliação da oferta deveria ser correspondente aos recursos repassados, o que não se observou efetivamente.
O Ministério da Saúde reitera seu posicionamento sobre os repasses realizados à Secretaria de Estadual de Saúde de São Paulo para serem alocados na Santa Casa e que não foram integralmente destinados à entidade.
Na avaliação de documentos, o Ministério da Saúde verificou que, em 2013, cerca de R$ 54,1 milhões de recursos federais que deveriam ser repassados para a Santa Casa não foram alocados para a entidade. Neste ano, o total chega a R$ 20,6 milhões, somente no primeiro semestre.
São R$ 291.390.567,11 transferidos pelo Ministério da Saúde e R$ 237.265.012 recebidos pela Santa Casa de recursos federais, em 2013. Em 2014, os valores são R$ 126.375.127 e R$ 105.761.932, respectivamente.
A secretaria, novamente, ou demonstra desconhecimento e falta de preparo técnico ou busca iludir a opinião pública. Trata-se de uma desnecessária e inoportuna politização do debate que em nada ajuda a buscar soluções adequadas para o atendimento à população.
As conclusões apresentadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo não refletem o consenso entre os membros da Comissão Técnica criada para avaliar a situação e gestão da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A pasta lamenta que a secretaria estadual esteja divulgando seu posicionamento institucional como conclusões da Comissão.
Em outras versões, a secretaria também informava que os incentivos federais Fideps, IntegraSUS e Expansão da Oferta foram incorporados à produção da Santa Casa de São Paulo. Assim como a própria secretaria de estado divulgou anteriormente à imprensa, a produção da Santa Casa tem se mantido estável ao longo dos últimos anos. Ou seja, caso esses recursos tivessem sido incorporados à produção, a ampliação da oferta deveria ser correspondente aos recursos repassados, o que não se observou efetivamente.
O Ministério da Saúde reitera seu posicionamento sobre os repasses realizados à Secretaria de Estadual de Saúde de São Paulo para serem alocados na Santa Casa e que não foram integralmente destinados à entidade.
Na avaliação de documentos, o Ministério da Saúde verificou que, em 2013, cerca de R$ 54,1 milhões de recursos federais que deveriam ser repassados para a Santa Casa não foram alocados para a entidade. Neste ano, o total chega a R$ 20,6 milhões, somente no primeiro semestre.
São R$ 291.390.567,11 transferidos pelo Ministério da Saúde e R$ 237.265.012 recebidos pela Santa Casa de recursos federais, em 2013. Em 2014, os valores são R$ 126.375.127 e R$ 105.761.932, respectivamente.
domingo, 8 de junho de 2014
UPA de Registro realiza média de 240 atendimentos por dia
Atendimento é feito por classificação de risco e não por ordem de chegada
Ajudante de pedreiro, Alexandre de Aguiar Rodrigues teve um problema na mão esquerda e procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) de Registro esta semana. Antes de ser atendido pelo médico, Alexandre passou pela classificação de risco, que avalia a gravidade de cada caso. “Estou gostando do atendimento. Acho esse serviço muito importante para o município”, disse ele. Mary Ivone de Morais levou o pequeno Daniel para tratar a dor de ouvido. “Todas as vezes que precisei, eu fui muito bem atendida na UPA. Os médicos são muito atenciosos”, afirmou.
A UPA de Registro tem realizado uma média de 240 atendimentos por dia desde que começou a funcionar, no dia 11 de abril. Nos primeiros 30 dias, foram 7.259 atendimentos, sendo 553 procedimentos no setor de odontologia de emergência. Administrada pela Apamir, a Unidade conta com 3 médicos durante o dia e 2 no período da noite para atender a grande demanda.
Segundo o diretor técnico da UPA de Registro, Dr. Ivan Roberto Barbieri, a maioria dos adultos que procuram a Unidade apresenta diarreia, dores na coluna, dores crônicas e agudas. No caso das crianças, os motivos mais comuns são febre e dor de garganta. Pessoas em estado grave, classificadas como prioridade vermelha (risco de morte), são a minoria. “É preciso compreender que o atendimento não é feito por ordem de chegada, mas sim por classificação de risco. Ou seja, pacientes graves têm prioridade. Além disso, os pacientes ficam no máximo 24 horas internados na UPA. Se precisarem continuar o tratamento, serão transferidos para o hospital de referência”, ressalta o diretor técnico.
Ao chegarem na UPA, os pacientes são avaliados por um profissional de enfermagem e recebem uma classificação por cor. Vermelho significa que o caso é grave e tem alta prioridade. Amarelo é média prioridade e verde, baixa prioridade. Usuários que apresentam queixas simples recebem a cor azul e só serão atendidas após todas as pessoas classificadas como vermelho, amarelo e verde, podendo ser encaminhados ainda para outras unidades de saúde, como UBS e PSF.
O secretário municipal de Saúde, João Sakô, explica que as Unidades de Saúde dos bairros – UBS e PSF – também estão realizando acolhimento com classificação de risco. “Quem apresenta dor há alguns dias deve procurar a unidade de saúde do bairro para verificar as causas. Dependendo do caso, esse paciente será atendido no mesmo dia no posto ou vai marcar consulta. O importante é não deixar o problema se agravar e só então procurar a UPA”, exemplifica João Sakô.
domingo, 1 de junho de 2014
Prefeito de Registro autoriza obras de ampliação e reforma em Unidades de Saúde
Melhorias beneficiarão as Unidades do Jardim Caiçara, Centro, Eiji Matsumura, Vila Nova e Vila São Francisco
O Prefeito de Registro, Gilson Fantin, assinou a ordem de serviço que autoriza a ampliação da Unidade Básica de Saúde do Jardim Caiçara e a reforma das unidades do Centro, Eiji Matsumura, Vila Nova e Vila São Francisco. A formalização para início das melhorias foi realizada no dia 21, no gabinete do Prefeito, com a presença do sócio proprietário da empresa Celenge, responsável pelas obras, Celso Silva, e do Secretário Municipal de Planejamento Urbano e Obras, Roberto Francelino.
“Estamos investindo nestas melhorias para oferecer a população um atendimento mais qualificado e com maior comodidade. Essa preocupação também se estende aos servidores públicos que trabalham nas unidades de saúde. Eles poderão usufruir de um ambiente de trabalho ainda melhor e apropriado para desempenharem suas atribuições”, enfatizou Fantin.
No PSF do Jardim Caiçara será construída uma nova edificação destinada à utilização dos funcionários para adequar às necessidades das equipes e melhorar o atendimento. O novo espaço contará ainda com uma área coberta para exercícios ao ar livre.
“Nas UBS’s do Centro, Eiji Matsumura e Vila Nova e no PSF Vila São Francisco serão realizados serviços de pintura na parte interna e externa, novas instalações elétricas e hidrossanitárias, troca de piso e adaptações conforme a norma brasileira de acessibilidade”, explicou Roberto Francelino.
Serão investidos R$ 479 mil nas reformas, com recursos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Governo do Estado.
Serão investidos R$ 479 mil nas reformas, com recursos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Governo do Estado.
Profissionais da saúde recebem capacitação em plantas medicinais e fitoterápicos
Objetivo é aplicar o uso de homeopatia no SUS, segundo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos
Com o objetivo de implantar a Fitoterapia no Município, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Registro, por intermédio da Assistência Farmacêutica, iniciou no dia 9 de maio um ciclo de capacitações junto aos funcionários do setor. A palestra sobre Homeopatia foi ministrada pelo Doutor Edson Prata, médico Homeopata no Município, e contou com a participação de 90 profissionais da área da saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, farmacêuticos, técnicos de farmácia, nutricionistas, dentistas e psicólogos.
Também assistiram à palestra os estudantes do curso de Farmácia das Faculdades Integradas Vale do Ribeira (FVR), do grupo educacional Unisepe. Segundo a farmacêutica Márcia Cristina Ribeiro Riboski, coordenadora da Assistência Farmacêutica de Registro, a capacitação terá mais duas etapas. Entre os dias 28 e 31 de julho, os profissionais terão curso sobre os 12 fitoterápicos contemplados na RENAME 2012 (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), plantas para uso na odontologia, pediatria, nevralgias diabéticas, curativos de escara, também voltada ao mesmo público da primeira etapa das capacitações. Na terceira etapa, em data a ser definida, haverá cursos para os Agentes de Saúde, que serão realizados nas próprias Unidades de Saúde, com o tema “Plantas Medicinais e cultivo em vasos e pequenos espaços”.
O secretário municipal de Saúde, João Sakô, explica que as capacitações visam proporcionar maior conhecimento sobre os fitoterápicos, para que possam ser aplicados no SUS, segundo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. A realização da capacitação também só foi possível graças ao engajamento da farmacêutica Tânia Shiguena Yokota, responsável pelo projeto de implantação da Fitoterapia no Município, e ao apoio da atual gestão.
“Contamos com três pequenas hortas medicinais, sendo duas utilizadas nas reuniões realizadas com a comunidade pela farmacêutica Tânia, localizadas na UBS Vila Nova e no CRAS do Registro B. A outra horta fica na UNESP, já visando um planejamento futuro. Nosso objetivo é ampliar o projeto no município”, revela a coordenadora Márcia.
Prefeito Gilson Fantin assina R$ 600 mil em convênios com o Governo do Estado
O aporte será para construção de um poço no Capinzal, compra de duas ambulâncias, reforma e ampliação do Ginásio Mário Covas e manutenção em estrada rural
No último dia 22, o Prefeito Gilson Fantin esteve no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para assinatura de convênios que resultarão em melhorias significativas para a população registrense. A parceria resultou em R$ 599 mil de recursos que serão destinados para infraestrutura, saúde e esporte.
Com a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, Registro receberá R$ 194 mil por meio do Fehidro para construção de um poço tubular profundo no Bairro Capinzal. A obra será licitada em breve, junto com o poço do Indaiatuba que já tem recurso garantido. A Prefeitura também encaminhou ao Governo do Estado a solicitação de recursos para poços nos bairros Boa Vista Estrada, Guaviruva, Peroupava, Ribeirão Branco das Palmeiras, Votupoca e Capinzal de Baixo.
“Mantemos uma proximidade excelente com o Governo do Estado que tem colaborado muito com o repasse de recursos que permitem maiores investimentos no Município. Estamos sempre em busca de alternativas que resultem em desenvolvimento para o povo”, explanou o Prefeito Gilson Fantin.
Já com a Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio de emenda parlamentar do Deputado Estadual Ramalho da Construção, foi assinado convênio no valor de R$ 100 mil que serão revertidos para a aquisição de duas ambulâncias de pequeno porte. O Ginásio Mário Covas também será contemplado com reforma no valor de R$ 100 mil. A verba é oriunda de emenda parlamentar do Deputado Estadual Rodrigo Moraes. Os pedidos foram articulados junto aos deputados pelo vereador Xavico.
A obra no Mario Covas contempla ainda outros R$ 185 mil de emenda do Deputado Estadual Samuel Moreira e abrange construção de vestiários, arquibancadas, alambrado, bancos para reservas e árbitros, etc.
Fantin ainda assinou junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento um convênio no valor de R$ 20 mil para aquisição de material para manutenção de estrada rural.
Unidades de Saúde do Agrochá e do Caiçara recebem ampliação e reforma
Unidades de Saúde do Agrochá e do
Caiçara recebem ampliação e reforma
Entrega dos novos espaços foi realizada pelo prefeito Gilson Fantin na sexta-feira, 23 de maio
Melhorar a qualidade na prestação dos serviços públicos é o principal objetivo da atual administração. Na área da saúde, o prefeito Gilson Fantin entregou mais uma conquista para a população: a ampliação e a reforma das Unidades de Saúde dos bairros Agrochá e Caiçara. A inauguração dos novos espaços foi realizada na sexta-feira, 23 de maio, com a presença do secretário municipal de Saúde, João Sakô, do diretor regional de Saúde (DRS-12), Nilson Rezende Lara, dos vereadores Célio Pereira e Cezinha, moradores e lideranças dos bairros.
“Ao melhorar as condições para quem trabalha, melhoramos também o atendimento à população. Investimos 31,5% do orçamento do município na saúde porque queremos melhorar a qualidade da vida das pessoas”, destacou o prefeito Gilson Fantin. No Agrochá, a Unidade ganhou uma nova recepção, depósito de lixo contaminado e sala de procedimentos.
No Caiçara, foram construídas duas salas para atendimento ginecológico, consultório médico para a segunda equipe de Saúde da Família implantada no bairro, sala para agentes comunitários, depósito de lixo contaminado, copa e consultório odontológico. A Unidade terá outra ampliação, que será licitada em breve, para o setor administrativo.
“Em nome da população, quero agradecer e parabenizar o prefeito Gilson pelas melhorias no bairro. Em menos de dois anos, muitas ações foram realizadas. Vamos apoiar e colaborar, pois tenho certeza que muitas coisas boas ainda virão”, afirmou o vice-presidente do Conselho Gestor de Saúde do Agrochá, Edson Silva Sabino, durante a solenidade de inauguração.
Ao falar sobre as conquistas na área da saúde, o prefeito destacou o aumento das equipes de Saúde da Família. “Quando assumimos a gestão, havia 13 equipes. Hoje são 17, com duas novas equipes na Vila Nova, a segunda equipe implantada no Caiçara e também no Registro B”. A saúde bucal foi ampliada com a implantação de novas equipes no Arapongal Oeste (por enquanto atende no Centro de Saúde) e no Caiçara, além da aquisição de 8 novos consultórios odontológicos.
A Prefeitura ainda adquiriu dois aparelhos de ultrassonografia, que possibilitaram zerar a fila de espera para ultrassom transvaginal, obstétrico, ginecológico e de mama; três vans e duas ambulâncias para o transporte de pacientes; novos equipamentos de fisioterapia para o Centro de Reabilitação na Vila Nova; e um Raio-X para o Centro de Saúde (aguarda a reforma do posto).
Em um mês de funcionamento, a UPA 24 horas realizou 7.259 atendimentos, com uma média de 240 atendimentos/dia. No setor de odontologia de emergência, também na UPA, foram realizados 553 procedimentos no período de 30 dias.
A Prefeitura também iniciou a construção da nova unidade de saúde do Conjunto Eiji Matsumura, em breve irá inaugurar a nova unidade do Arapongal Oeste e, no dia 27 de maio, vai licitar a obra da nova unidade no Xangrilá.
Curso para atendimento adequado de Infarto Agudo do Miocárdio
Secretaria de Saúde capacita profissionais para
atendimento adequado de Infarto Agudo do Miocárdio
O encontro reuniu 51 participantes, entre médicos e enfermeiros dos municípios de Registro, Barra do Turvo, Iguape, Cananeia, Juquiá, Cajati e do SAMU do Vale do Ribeira
Para manter atualizados os profissionais de saúde quanto ao atendimento adequado da síndrome coronariana aguda, com o intuito de reduzir os indicadores de mortalidade por este tipo de evento, a Prefeitura de Registro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu o curso SAVE – Salvando Vidas na Emergência.
O encontro realizado no último dia 16 reuniu 51 participantes, entre médicos e enfermeiros dos municípios de Registro, Barra do Turvo, Iguape, Cananeia, Juquiá, Cajati e do SAMU do Vale do Ribeira.
Segundo o Secretário Municipal de Saúde, João Sakô, uma das prioridades da administração é qualificar a equipe profissional de saúde. “É importante mantermos os nossos profissionais atualizados em relação a técnicas e procedimentos em ocasiões que necessitem de pronto-atendimento”.
O Diretor do Departamento Municipal da Rede de Saúde, Renato Querubim Andrades, fez um alerta sobre as estatísticas em relação a doenças do coração. “No Brasil, as doenças cardiovasculares ainda permanecem como uma das principais causas de mortalidade, responsáveis por em média 33% dos óbitos. O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a segunda causa de morte mais frequente dentre as causas cardiovasculares”.
Durante a capacitação realizada pelo Coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital da Secretaria de Saúde do Estado/HGA, Coordenador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina UNILUS e Presidente do SOCESP – Regional Santos, Professor Doutor Willian da Costa, os profissionais puderam aprender mais sobre diagnóstico precoce de infarto agudo do miocárdio, início da terapêutica medicamentosa tanto no pré-hospitalar, como no intra-hospitalar.
De acordo com Costa, ainda há dificuldades neste tipo de acolhimento. “A elevada mortalidade no sistema público de saúde brasileiro é atribuída às dificuldades no acesso do paciente com IAM ao tratamento em terapia intensiva, aos métodos de reperfusão e às medidas terapêuticas estabelecidas para o IAM”.
A intenção da Secretaria Municipal de Saúde é a implantação de protocolos de atendimento em todas as Unidades de Saúde de Registro, de modo que todos os funcionários estejam capacitados para o atendimento às urgências, tendo em vista que a Atenção Primária é uma das portas de entrada para a rede de urgência conforme a Portaria do Ministério da Saúde n° 1.600 de 7 de julho de 2011 e o Decreto n° 7.508 de 28 de junho de 2011.
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